Voix pour l’Amazonie

PARTICIPEZ AUX VOIX POUR LA DEFENSE DE L’AMAZONIE

Bachianas Brasileiras n° 5 – Heitor Villa Lobos

Je dédie cette page à tous ceux qui, comme moi, sont soucieux du sort de l’Amazonie, la plus grande forêt tropicale humide, souvent et encore menacée, recelant une biodiversité extraordinaire, des richesses végétales, minérales, animales et humaines iinfinies.

Je souhaite votre participation, à travers un poème, un teste, un article, une pensée, une action, en défense de l’Amazonie.

Vos textes seront publiés sur ce blog. Je ne fais pas de sélection, tous seront publiés et certains, choisis, seront récompensés par un joli cadeau : un bracelet en açai d’Amazonie.

Une vie en Amazonie, témoignage de Rosenery Vital

Rosy

Rosenery

IZIDON : Rosenery, você é do Estado de Rondônia na Amazônia. Você morou em Rondônia até quando, e quanto tempo ?

ROSENERY : Eu nasci no Estado de Goias, Mas eu morei em  Rondônia  desde  o final de outubro de 1982 até final de 2005, durante 23 anos.

IZIDON : Em que cidade de Rondônia  ?

ROSENERY : em Presidente Medici e em Cacoal.

IZIDON : Qual é sua opinião sobre o desmatamento na Amazônia ?

ROSENERY : Um assunto de extrema inmportância, que deveria ser tratado a sério desde os primeiros anos  escolar. A educação desde jovem  favorece a conscientização dos problemas écológicos da região.

Penso que existem queimadas ou derrubadas clandestinas dentro da floresta. Mesmo que os órgãos do Governo fiscalizam,  é muito, dificil  controlar.

IZIDON :A destruição da floresta amazônica atingiu muito o Estado de Rondônia ?

ROSENERY : Eu estou fora de Rondônia ja faz alguns anos, não posso falar pelo Estado, mas nos arredores onde eu habitava aparentemente, não.

IZIDON : Você jà trabalhou com os seringueiros ou com os índios ? Qual foi a sua experiência de vida nessa região ?

ROSENERY : Eu nunca trabalhei no seringal. O que se sabe é que uma das maiores reservas  extrativistas do Estado, o Pacaas  Novos em Guajara Mirim, abrigava mais de 40 familias que exerciam esta atividade. Nos anos 80, os grandes senringalistas do Estado estavam abandonando  esta atividade por falta de apoio político.  Surgiu  a União dos Seringueiros do Estado e, na luta para  preservação da categoria e  do meio ambiente, nos anos 90 foi fundada a Organização dos seringueiros de Rondônia.

No início dos anos  2000, eu trabalhei como  gestora em saúde pública durante 5 anos, no distrito de Riozinho, numa área que na época  cuidavamos de cerca de 43 familias indígenas das tríbos Suruis e Cinta Larga, incluindo toda a população numa área de abrangência de aproximadamente  três mil habitantes, se eu nao me engano.

A minha experiência foi fascinante. Tive na época a oportunidade de pôr em prática um projeto  de Pós graduação  em  Desenvolvimento Gerencial de Unidades Básicas de Saúde – SUS (Sistema Unico de Saude) – o qual  haviamos feito pela Universidade Federal de Rondonia.  Foi feito em colaboração com o Ministério da Saúde, a Secretaria Municiapl de Saúde de Cacoal que na época tinha como titular da pasta a Sra Glaucione Rodrigues e  em conjunto com outras pessoas cujo nome não me recordo, trouxe para Cacoal este  Projeto, o GERUS. Foi realmente magnífico.

NOTA : o Projeto GERUS foi concebido como uma proposta de desenvolvimento gerencial das unidades básicas e outros estabelecimentos de saúde do SUS, em atendimento às necessidades colocadas pela demanda crescente por serviços de saúde de melhor qualidade.Pretende institucionalizar mudanças nos padrões de organização dos serviços tendo em vista sua adequação à realidade de cada localidade.

Sobre a minha experiência de vida. Bem a princípio era um pouco difícil, principalmente a  adapatação ao  clima úmido e quente. Podiamos encontrar facilmente uma  serpente atravessando a rua, os mosquitos faziam serenata ao cair da noite, era uma situação nova e as vezes assustadora; mas em contrapartida, tinha um céu azul maravailhoso o tempo todo, pássaros que cantavam na sua janela, você não precisava andar muito para sentir o perfume peculiar  da vegetação. A noite a lua parecia as vezes tão grande que dava vontade de toca-la. Ainda  sinto saudades do tempo em  que com pouca iluminação artificial, eu podia deitar na  sacada da minha sala  e olhar para o céu que parecia um tapete azul cheio de furinhos de prata brilhante. A  alimentação era natural, peixe fresco… Como nao amar a amazonia !

E claro, que muitas coisas mudaram, mas a poesia nao morre !

 IZIDON : Você conhece alguma receita de cozinha do Estado de Rondônia ? Teria uma receita que  quer fazer conhecer aos franceses ?

ROSENERY : com o clima quente em particular minha cozinha era mais para frutas, legumes, sucos naturais e peixe fresco.

Mais eu posso sim escrever uma receita que me parece ser tipica de Rondônia, eu não  conheço o nome do autor desta receita :

Paçoca de Banana

Ingredientes

  • 12 bananas da terra
  • 1 coco seco
  • 1 litro de água
  • 1/2 colher (sopa) de sal
  • Papel filme
  • 1 forma redonda com furo de 22 cm a 24 cm

Modo de preparo

  • Lave e corte as bananas ao meio.
  • Em seguida coloque para cozinhar com a água e o sal.
  • Depois de cozinhar, escorra toda a água.
  • Descasque e amasse bem todas com o garfo.
  • Por último, coloque o coco ralado, envolvendo bem.
  • Depois da massa pronta, coloque dentro de uma forma que deverá estar forrada com papel filme por dentro.
  • Em seguida, aperte toda massa com as pontas dos dedos.
  • Depois coloque para descansar e sirva.

Rosenery mora atualmente na França (Paris).

Témoignage de Rosenery traduit en français

IZIDON : Rosenery tu es originaire de l’Etat de Rondônia en Amazonie brésilienne. Combien de temps as-tu vécu dans cet Etat ?

ROSENERY : Je suis née dans l’Etat de Goias, mais j’ai vécu dans l’Etat de Rondônia de 1982 à fin 2005, durant 23 ans.

IZIDON : Dans quelle villes ?

ROSENERY : à  Presidente Medici et à Cacoal.

IZIDON : Parle-nous de la déforestation en Amazonie

ROSENERY : C’est un sujet d’une extrême importance. Je pense qu’il devrait être pris en compte dès nos premières années d’école. Une éducation commencée très tôt favorise la prise de conscience des problèmes écologiques de la région où l’on vit.

Je pense qu’il existe des feux de forêt ainsi que l’abattage clandestin des arbres. Malgré la fiscalisation de l’Etat,  ces phénomènes sont difficilement contrôlables.

IZIDON : L’Etat du Rondônia a-t-il été très atteint par la déforestation ?

ROSENERY : J’ai quitté cet endroit depuis plusieurs années, et il m’est difficile de parler à la place de ceux qui gouvernent. En tous cas là où j’habitais la déforestation, apparemment, n’avait pas été trop importante.

IZIDON : Rosenery, as-tu déjà travaillé auprès de « seringueiros »  ou avec des indiens ? Quelle est ton expérience dans la région ?

ROSENERY : Je n’ai jamais travaillé avec les “seringueiros”. Ce que je sais c’est que l’une des plus grandes réserves de récolte du latex de l’Etat est  Pacaas  Novos située à Uajara Mirim, abritant plus de 40 familles qui exercent cette activité. Dans les années 80 les « seringueiros » de l’Etat ont commencé à abandonner leur activité en raison du manque d’appui gouvernemental et social.  L’Union des Seringueiros de l’Etat est née, luttant pour la protection de leur conditions travail et pour l’environnement. Dans les années 90 l’Organisation des Seringueiros de Rondônia a été fondée.

A partir de l’année  2000, j’ai travaillé comme gestionnaire dans la santé publique, pendant 5 ans, dans le district de Riozinho. A l’époque nous nous occupions d’environ 43 familles indigènes des tribus « Suruis » et « Cinta Larga », y compris de toute la population, environ trois mille habitants.

Cette expérience professionnelle a été fascinante. J’ai eu l’opportunité de mettre en œuvre un projet en développement des Unités de base de Santé –  SUS  (Système Unique de Santé) – mis en place par l’Université fédérale de Rondônia.  Ce projet dénommé GERUS a été mené en collaboration avec le Ministère de la Santé et le Secrétariat municipal de Santé de Cacoal dirigé à ce moment là par Madame Glaucione Rodrigues.  C’était magnifique de le réaliser aussi  à Cacoal.

NOTE : Le projet GERUS a été conçu comme proposition de développement coordonnée des Unités de bases et d’autres établissement de santé publique, pour répondre aux nécessités et aux demandes de plus en plus importantes pour bénéficier de services de santé de meilleure qualité. Il vise à instituer des changements dans la planification et l’organisation des services afin de mieux les adapter à la réalité de chaque localité..

 Pour parler de mon expérience de vie. Et bien au début c’était assez difficile, principalement l’adaptation à un climat humide et chaud. Et puis il n’était pas rare de croiser un serpent en traversant la rue, et les moustiques chantaient la sérénade à la tombée de la nuit. C’était une situation nouvelle pour moi et parfois peu rassurante. Mais en contrepartie, je vivais toujours sous un ciel merveilleusement bleu, des oiseaux sous mes fenêtres et leurs chants, je n’avais pas beaucoup à marcher pour sentir le parfum particulier de la végétation. La nuit, la lune semblait si grande que j’avais envie de la toucher. Je suis encore nostalgique du temps où éclairée sans lumière artificielle, je pouvais m’allonger sur le balcon de ma maison et regarder le ciel semblable à un tapis bleu rempli de petits trous argentés et brillants. Mon alimentation était faite de fruits, de poisson frais … Comment ne pas aimer l’Amazonie !

Bien sûr les choses changent en Amazonie, mais la poésie ne meurt pas !

 IZIDON : Pourrais tu nous indiquer une recette de cuisine du Rondônia, une recette que tu aimerais faire connaître ?

ROSENERY : avec un climat particulièrement chaud ma cuisine était plutôt faite de légumes, de fruits, de jus de fruits naturels et de poissons frais.

Mais je peux vous indiquer une recette typique de l’Etat du Rondônia :

Paçoca de banane

Ingrédients

  • 12 bananes terre
  • 1 noix de coco (râpée)
  • 1 litre d’eau
  • 1/2 cuilère à soupe de sel
  • Film plastique
  • 1 moule rond troué au centre de 22 cm à 24 cm

Préparation

  • Laver et couper les bananes en deux dans le sens de la longueur.
  • Faire cuire les bananes dans l’eau et le sel.
  • Une fois cuites, enlever toute l’eau.
  • Ecraser les bananes avec une fourchette.
  • Ajouter la noix de coco râpée en mélangeant bien.
  • Verser cette pâte de bananes écrasées avec noix de coco dans le moule.
  • Bien appuyer partout sur la pâte avec les doigts.
  • Recouvrir de film plastique.
  • Laisser reposer au réfrigérateur, puis servir.

NOTE : la particularité de la paçoca de bananes de l’Etat de Rondônia est qu’elle est faite avec du sel. Ailleurs elle est faite avec du sucre.

Rosenery, brésilienne, vit en France maintenant, où elle travaille s’occupant de la garde et l’éducation d’enfants, avec sa foi profonde, son courage, sa douceur et sa joie de vivre.

Voici une musique choisie par Rosenery pour nous

Titre traduit en français : Pour ne pas dire que je n’ai pas parlé des fleurs.

 

 

perforatrice-frise-dentelle

Les voix pour l’Amazonie » par Anisa Manescu

Anisa

Anisa

1. Tissons ensemble la forêt de demain: et l’Amazonie, et la Terre survivra !

2. L’Amazonie: l’âme de l’ozone berce nos poumons, nourrit nos âmes, réjouit nos regards, prolonge nos vies! Soyons unis! Sauvons l’âme-à-ozone! Sauvons l’Ama-zonie !

3. L’Amazonie nous offre son berceau, pour notre bien-être; offrons-Lui notre Respect, pour son bien-être. Soyons Bienveillants!

4. Soyez les Amazones de l’Amazonie! Luttons pour rendre justice à la Nature!

5. Tendre Amazonie, berceau de mes nuits,

Pardonne nos offenses, pardonne nos colères!

Tu nous as nourris comme tes tendres enfants,

Et nous te tuons comme tes pires ennemis !

Nous sommes l’acier, qui coupe et découpe,

Nous sommes la cruelle hache, qui tranche dans le vif,

Quand saurions-nous nous Arrêter? Quand saurions-nous Te Remercier?

Remercions la Terre, pour ses récoltes fertiles,

Remercions L’Amazonie, pour son poumon vert rempli d’oxygène,

Pour sa terre fertile, pour ses ressources en péril:

Cueillons ensemble le fruit mûr de la sagesse

Et partageons-le ensemble avec toute la planète !

Crions haut et fort que l’Amazonie est Vivante

Et qu’elle survivra encore -

Comme l’unique Reine

des plus grandes Forêts Tropicales au monde !

Anisa Manescu est roumaine et travaille à la délégation de Corée auprès de l’UNESCO

perforatrice-frise-dentelle

 

AMAZON, un article  de Pascal Tréguer

Pascal Tréguer

Pascal Tréguer

The Amazon is a river in South America, flowing over 6,683 km (4,150 miles) through Peru, Colombia, and Brazil into the Atlantic Ocean. It drains two fifths of the continent and, in terms of water flow, it is the largest river in the world.

The river bore various names after it was first encountered by Europeans in 1500, and the present name goes back to the times of Francisco de Orellana’s first descent of the ‘River of the Amazons’ in1542.

As they were passing through what appears to have been territory occupied by North Carib groups, they were attacked by a group of fierce warriors. Orellana’s chronicler, Friar Gaspar de Carvajal, was convinced that the attackers were women, ‘the subjects of, and tributaries to,’ the mythical Amazons. They were ‘very white and tall, and ha[d] hair very long and braided and wound about the heads’.

The tall, pale warriors with elaborate hair arrangements on their head were probably Wai Wai or Parikotó men, a North Carib tribe which is still around.

The Wai Wai warriors wear their hair like women, but rolled up in a white bark that presses the hair into a spiral. Decorated Carib men may have been mistaken for the mythical women.

The conquistadors, who had become used to seeing new, marvellous things on a regular basis, often looked for legendary people and places. This explains the search for the city of El Dorado, and Juan Ponce de León’s fabled quest for the Fountain of Youth.

It is also worth noting that Amerigo Vespucci had previously given an emphasis to the sexual voraciousness and participation of women in cannibal violence. This, along with other accounts from the Caribbean, foreshadowed the emergence of the idea of New World ‘Amazons’.

(The word cannibal is from the plural Spanish Canibales, a variant recorded by Christopher Columbus of Caribes, who were reputed to eat humans. And the name of the character Caliban, inShakespeare’s play The Tempest, is an anagram of canibal.)

Many other explorers therefore spread the rumour of the area brimming with hitherto unseen Amazons and other curiosities. Despite protestations from more enlightened chroniclers, the name Amazonremained. The mighty river was named after a non-existent tribe of liberated fierce women.

(The irony of it is that no Amazonian tribe is traditionally matriarchic – that is, inheritance always goes through the male parent. And, in those languages where female gender is the ‘unmarked’ one, a particularly important woman would be referred to as a ‘he’.)

 

The Amazons were a legendary race of female warriors believed by the ancient Greeks to exist in Scythia or elsewhere on the edge of the known world.

The name Amazon is, via Latin, from Greek Amazōn.

This word was explained by the Greeks as meaning without a breast, as if composed of the privative prefix a-, and mazosbreast.

This was a popular etymology of an unknown foreign word, accompanied by – and probably originating – the fable that the Amazons cut off or burnt out the right breast so as not to interfere with the use of the bow and javelin. 

 

The Amazon in Shakespeare’s plays is something extraordinary and disruptive of gender norms.

Amazonian refers to a woman who transgresses these expected gender norms, as in the following passage from The Third part of King Henry VI (Act 1, scene 4). Queen Margaret has given the Duke of York a handkerchief stained with the blood of his son, Rutland, and has invited him to use it to wipe his tears at being defeated and captured:

York:

She-wolf of France, but worse than wolves of France,
Whose tongue more poisons than the adder’s tooth!
How ill-beseeming is it in thy sex
To triumph, like an Amazonian trull*,
Upon their woes whom fortune captivates!

And, in The Tragedy of Coriolanus (Act 2, scene 2), Cominius refers to the 16-year-old, beardless Coriolanus as Amazonian for his courage in driving away the apparently more masculine soldiers before him:

Our then dictator,
Whom with all praise I point at, saw him fight,
When with his Amazonian chin he drove
The bristled lips before him.

trull (perhaps related to trollop): prostitute, harlot

(Pascal Tréguer)

Pascal Tréguer est français et vit en Angleterre où il enseigne sa langue natale.

 

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